No Allegro, sempre as terças, quando dá!
Um compromisso me leva a Copacabana sempre as terças-feiras e um prazer me faz ficar, recheando minha alma de boa música, som, arte. Existe um lugar, ali, bem no meio da muvuca carioca, entre os altos decibéis das esquinas da Barata com Figueiredo e Santa Clara. O Allegro, alegre e simpático, alegra muitas vezes as tristezas que teimam em se hospedar no meu coração. Algumas terças, depois do choro ou da intimidade profunda com minhas emoções, foi no Allegro da Modern Sound que soltei meus bichos.
Logo na entrada da casa, um balcão se oferece para guardar suas incômodas bolsas ou sacolas de compras ou aqueles trabalhos que você teima em levar pra casa pensando em dar conta deles, embora queira mesmo é relaxar. A Cirleia libera suas mãos, lhe recebe com sorriso e ainda lhe presenteia com a Folha Gávea Leblon para uma leitura de textos leves e bem cuidados.
O salão se abre num ambiente de milhares e milhares de discos, cuidadosamente arrumados por estilos e artistas e você vai se embriagando com música e encantando-se com a excursão pelo mundo das mais lindas e muitas vezes desconhecidas composições do Brasil e do mundo. Alí tem de tudo, das músicas instrumentais mais serenas, aos rocks mais estridentes. Podemos escolher sons barrocos, violinos apaixonados, flautas dulcíssimas e poesias cantadas ao som de todos os ritmos. É silencioso como são as livrarias ou as galerias de arte, em que o encontro de cada um é com a emoção e a alma. Outras salas guardam surpresas inusitadas, pois é possível descobrir um disco raro, um bolachão daqueles que fizeram parte de história de amor de cada um, revelaram talentos ou aquela música que teve muita importância em histórias de muitas vidas. Na Modern Sound você acha uma vitrola, com agulha e tudo, pra tocar seus LP e relembrar, relembrar, relembrar...
O Allegro é um pequeno bistrô em que o aconchego sugere um almoço tranqüilo, um chá da tarde ou um simples café em que a companhia pode ser tão somente suas lembranças, sua alegria solitária ou o momento de reflexão no meio da frenética movimentação da cidade. Durante o dia é tão calminho que até a antiga dor de cotovelo, hoje irresponsavelmente chamada de “deprê”, pode ser curtida sem invasões. Um encontro de amigos fica muito mais fraterno nas mesinhas do Allegro. Um caso apaixonado ganha cores renovadas e nova melodia.
Nas terças acontecem lançamentos. Novos artistas ou antigos talentos fazem o show e toda a Modern Sound se transforma na canequinha de porcelana carioca, porque os shows são verdadeiras jóias, cabem no bolso de qualquer um e com qualidade e animação, a platéia esquece das grandes casas de show da cidade.
A população do bistrô é regida pela batuta firme da linda e eficiente Maristela que tem que conter ânimos, dizer não parecendo dizer sim e jamais perder a paciência. Nasceu pra isso a moça! No bar, o negro Oliveira, que prepara os drinks permitidos, já foi apelidado por mim de Mont Black num momento em que misturamos bom humor, caneta BIC, caneta Montblanc e sua negritude.
Todos que trabalham na Modern Sound parecem felizes e no bistrô, não raro assistimos a música fazendo pulsar corações, abrir sorrisos e movimentar com dança os corpos da galera que trabalha firme.
Pedro, o dono, feliz da vida, circula entre o público divertindo-se a não mais poder. Cumprimenta amigos, recebe a todos ou muitas vezes fica no cantinho, anônimo, de carona nos olhares alegres de seu Allegro.
Diversão e simpatia não faltam naquele pedacinho de Copacabana. O que falta pra mim, muitas vezes, é ter tempo e, para outros, descobrir um dos lugares cariocas mais charmosos e simpáticos da cidade.
Um compromisso me leva a Copacabana sempre as terças-feiras e um prazer me faz ficar, recheando minha alma de boa música, som, arte. Existe um lugar, ali, bem no meio da muvuca carioca, entre os altos decibéis das esquinas da Barata com Figueiredo e Santa Clara. O Allegro, alegre e simpático, alegra muitas vezes as tristezas que teimam em se hospedar no meu coração. Algumas terças, depois do choro ou da intimidade profunda com minhas emoções, foi no Allegro da Modern Sound que soltei meus bichos.
Logo na entrada da casa, um balcão se oferece para guardar suas incômodas bolsas ou sacolas de compras ou aqueles trabalhos que você teima em levar pra casa pensando em dar conta deles, embora queira mesmo é relaxar. A Cirleia libera suas mãos, lhe recebe com sorriso e ainda lhe presenteia com a Folha Gávea Leblon para uma leitura de textos leves e bem cuidados.
O salão se abre num ambiente de milhares e milhares de discos, cuidadosamente arrumados por estilos e artistas e você vai se embriagando com música e encantando-se com a excursão pelo mundo das mais lindas e muitas vezes desconhecidas composições do Brasil e do mundo. Alí tem de tudo, das músicas instrumentais mais serenas, aos rocks mais estridentes. Podemos escolher sons barrocos, violinos apaixonados, flautas dulcíssimas e poesias cantadas ao som de todos os ritmos. É silencioso como são as livrarias ou as galerias de arte, em que o encontro de cada um é com a emoção e a alma. Outras salas guardam surpresas inusitadas, pois é possível descobrir um disco raro, um bolachão daqueles que fizeram parte de história de amor de cada um, revelaram talentos ou aquela música que teve muita importância em histórias de muitas vidas. Na Modern Sound você acha uma vitrola, com agulha e tudo, pra tocar seus LP e relembrar, relembrar, relembrar...
O Allegro é um pequeno bistrô em que o aconchego sugere um almoço tranqüilo, um chá da tarde ou um simples café em que a companhia pode ser tão somente suas lembranças, sua alegria solitária ou o momento de reflexão no meio da frenética movimentação da cidade. Durante o dia é tão calminho que até a antiga dor de cotovelo, hoje irresponsavelmente chamada de “deprê”, pode ser curtida sem invasões. Um encontro de amigos fica muito mais fraterno nas mesinhas do Allegro. Um caso apaixonado ganha cores renovadas e nova melodia.
Nas terças acontecem lançamentos. Novos artistas ou antigos talentos fazem o show e toda a Modern Sound se transforma na canequinha de porcelana carioca, porque os shows são verdadeiras jóias, cabem no bolso de qualquer um e com qualidade e animação, a platéia esquece das grandes casas de show da cidade.
A população do bistrô é regida pela batuta firme da linda e eficiente Maristela que tem que conter ânimos, dizer não parecendo dizer sim e jamais perder a paciência. Nasceu pra isso a moça! No bar, o negro Oliveira, que prepara os drinks permitidos, já foi apelidado por mim de Mont Black num momento em que misturamos bom humor, caneta BIC, caneta Montblanc e sua negritude.
Todos que trabalham na Modern Sound parecem felizes e no bistrô, não raro assistimos a música fazendo pulsar corações, abrir sorrisos e movimentar com dança os corpos da galera que trabalha firme.
Pedro, o dono, feliz da vida, circula entre o público divertindo-se a não mais poder. Cumprimenta amigos, recebe a todos ou muitas vezes fica no cantinho, anônimo, de carona nos olhares alegres de seu Allegro.
Diversão e simpatia não faltam naquele pedacinho de Copacabana. O que falta pra mim, muitas vezes, é ter tempo e, para outros, descobrir um dos lugares cariocas mais charmosos e simpáticos da cidade.

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