domingo, 25 de novembro de 2018
Lembranças da Urca
As crianças da Urca nunca vão esquecer deste tempo com tanta saúde afetiva. Hoje são adultos e a maioria pais e mães. Alí na São Sebastião, era o lugar dos encontros para joga, fazer festas juninas, discutir ,brigar, fazer as pazes e viver no tempo em que não existiam celulares tomando o espaço da comunicação saudável entre vizinhos. Lembro de detalhes daquela geração de crianças que hoje estão maiores de 30 anos. Quem esqueceu a "casa da vaca"? Quem esqueceu aquelas brincadeiras saudáveis? As famílias daquele pedaço da rua nunca esquecerão as tempestades de verão, e as crianças como, João e Helena, Julia Abreu e Rafael, Luciana e o irmão, Iris e Yara, João e Julia, Bruna, Giulia, as irmãs Camila, Mariana e ?, os filhos do Lenine e tantos outros que hoje são médicos , advogados, jornalistas, administradores, farmacêuticos, artistas, cantores e um enorme etcetera. Bom demais ter essas lembranças! .
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Meu irmão avisou: estou perto de
morrer!
Eu nem liguei.
Logo naquele dia
eu não me importei.
Irmãos antigos não morrem assim,
tão de repente.
Quando chegou o dia,
chorei sua morte em desespero.
Ele me falava de vida,
das brigas que tínhamos por bobagens,
e da vida que buscava em coisas
simples .
Ele gostava de dar milho aos patos e
de arrumar os ninhos das galinhas e pintinhos.
Uma vez, criou uma ninhada de
garnisés.
que gostava se assistir crescendo.
Um dia, nós andamos pela fazenda
e ele se encheu de carrapatos. Ele
ria e nem ligava.
Eu sabia que mora em mim uma entidade
a quem ele chamava de espírito santo.
Eu, um horror de descrente,
achava o Espírito Santo uma beleza
e meu irmão acreditava em Deus.
Ele rezava e achava graça das
discussões acaloradas
e
sempre dizia : “diante de Deus
isso tudo é uma grande bobagem”.
E foi assim,
de uma bobagem,
que morreu meu irmão.
Nunca mais esqueci
que éramos amigos e brigávamos por
bobagens.
O que nunca esqueci
foi da nossa irmandade.
Acho que esqueci
de pedir perdão,
porque eu tive muita raiva
de ver morto o meu irmão.
Ele morreu de tristeza e eu sabia:
como esquecer aquela dor de saudades
de nossa irmandade?
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
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Viver é só uma teimosia que temos
em insistir. Uma vez (já tenho um passado), quase morri. Médicos, cientistas,
são muito teimosos e inventaram que posso ver através da chuva, por trás das
pesadas nuvens que enchem de lágrimas minhas dores sempre teimando em me
oferecer novas oportunidades. Todos os dias em que acordo viva acredito que
quero mais um pouco do que tentam me roubar... A aventura de viver me faz
mais bonita, mais alegre. Parece possível esquecer, isto só quando esqueço.
Se lembro, fico com medo. Tenho medo das chagas de Jejus; das crianças que
sentem dores...do homem que faz guerra, do dinheiro que roubaram, da mulher
que sofre o filho assassinado... Tenho medo de todas as dores quando vejo que
o mundo tem cores. Colorida, de dez em quando, vejo as cores de borboletas,
flores nas plantas. sol na tardinha fresca à beira da Lagoa. Fico tão alegre
que até acredito que vou passar a noite acordada pra tentar sonhar. Aí lembro
do moço que morreu afogado só porque queria nadar no rio. O moço teimou e era
lindo. Ele agora não pode chorar porque morreu e quem chora deitado se afoga
no pranto. Ele se cansou e se afogou. Tem sentido isso? Viver é uma
teimosia...
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17 setembro 2016
Hoje estou meio redundância.
Estou achando uma maravilha ler a conclusão final,
pensar no panorama geral,
planejar uma novidade inédita
e rir muito ao ganhar grátis
essas letrinhas cheias de redondas grafias
que me devolvem redundâncias.
Quero,
essas palavras que mantém
o mesmo,
mas
convive junto
com surpresas inesperadas.
Redundâncias são redondinhas
e enchem meu caderno de entrelinhas!
Lilibeth Cardozo
Estou achando uma maravilha ler a conclusão final,
pensar no panorama geral,
planejar uma novidade inédita
e rir muito ao ganhar grátis
essas letrinhas cheias de redondas grafias
que me devolvem redundâncias.
Quero,
essas palavras que mantém
o mesmo,
mas
convive junto
com surpresas inesperadas.
Redundâncias são redondinhas
e enchem meu caderno de entrelinhas!
Lilibeth Cardozo
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